quarta-feira, 12 de julho de 2017

Vinho da Madeira e a Revolução Americana

     O museu Liberty Hall, de New Jersey, nos EUA, descobriu recentemente um conjunto de garrafas de Vinho da Madeira, escondidas atrás de uma parede construída durante o período da Lei Seca (1920-1933).
     Algumas das garrafas descobertas são do ano de 1796 e podem atingir um preço de quase 20 000 dólares. Ao contrário de outros vinhos da época, a forma como este vinho português é produzido faz com que, desde que transportado e armazenado correctamente, não se transforme em vinagre. 
     Durante os séculos XVIII e XVIII este vinho era consumido pelos membros dos grupos sociais mais abastados, pelo que existiam, nas então colónias americanas uma procura que levava à importação ilegal deste produto, de forma a fugir aos elevados impostos cobrados pelos ingleses. A apreensão, pelos ingleses, de um navio, o Liberty, acusado de contrabandear este vinho, levou a que em 1768, na cidade de Boston, existisse um motim. 
     Cabe agora ao museu decidir o que fazer com este tesouro vinícola.



segunda-feira, 10 de julho de 2017

O mais antigo Homo Sapiens

     De acordo com a maioria dos textos científicos, todos os seres humanos vivos hoje, são descendentes de uma população que viveu no leste de África à cerca de 200.000 anos. Esta conclusão foi o resultado de análises genéticas de populações mundiais e fósseis encontrados na Etiópia, de esqueletos idênticos a humanos.
Jean-Jacques Hublin, MPI-EVA, Leipzig
No entanto, novos achados em Jebel Irhoud, em Marrocos, colocam a origem da nossa espécie 100.000 anos antes do que previamente se considerava, para além de sugerir que os primeiros humanos se encontravam mais disseminados por África.
     Este sítio arqueológico é conhecido desde a década de 60, no entanto, nunca se conseguiu fazer uma datação precisa. Os novos trabalhos realizados pelos antropólogos evolucionistas Jean-Jacques Hublin e Abdelouahed Ben-Ncer, conseguiram recuperar instrumentos de pedra e fósseis de pelo menos cinco indivíduos (pedaços de crânios, mandíbulas, dentes e membros). 
Some of the Middle Stone Age stone tools from Jebel Irhoud (Morocco)     Através de um método de datação termoluminiscente, aplicado aos instrumentos de pedra (quando enterrados estes acumulam radiação, que quando aquecida desaparece, pelo que se pode medir e , assim, saber à quanto tempo foram enterrados), sabe-se que estes têm cerca de 315 000 anos (com uma margem de erro de 34 000 anos). Também se aplicou um método similar aos dentes encontrados, sendo a data obtida de 286.000 anos (com uma margem de erro de 32.000 anos). em conjunto estes métodos demonstram que os seres humanos modernos viviam no noroeste de África muito mais cedo do que anteriormente de se pensava.
     De maneira a confirmar que estes restos arqueológicos de facto pertenciam à nossa espécie, anatomistas que faziam parte da equipa, realizaram tomografias aos esqueletos e, de seguida, usaram técnicas virtuais para reconstruir a face, caixa craniana e mandíbula. Conseguiram assim, provar que os fósseis possuíam uma morfologia facial idêntica aos seres humanos modernos, distinguindo-se de fósseis encontrados em África na mesma baliza temporal.
     Estas novas evidências sugerem que o surgimento da nossa espécie poderá ser mais antiga do que se supunha e que poderá ter um origem pan-africana e não confinada ao leste de África.

 

Fontes: 




Descobertas na cidade do México

     Algumas das maiores cidades do mundo têm segredos que os arqueólogos vão descobrindo, muitas vezes graças a golpes de sorte. É o caso da cidade do México, capital do país com o mesmo nome. Antes da presença espanhola, a partir do século XVI, esta cidade era já uma das maiores do continente americano e chamava-se Tenochtitlan, era a capital do império azteca, construída num lago, agora seco, a cidade tinha imponentes templos e casas construídos de pedra.
     A conquista espanhola destruiu muitos destes monumentos e reconstruiu por cima deles. No entanto, a demolição de um hotel pôs a descoberto as ruínas de um templo dedicado a Ehécatl, o deus do vento, que soprou vida nos corpos da humanidade. Com a forma de uma cobra enrolada sobre si mesma, este templo era também um sítio de sacrifícios humanos, como atestam as cerca de trinta e duas vértebras de pescoços humanos aí encontradas.


Gigantic Aztec Temple Unearthed in Mexico City


     Sabia que o cimento romano, ao contrário do atual, não corrói com a água do mar? Graças à sua composição química este material da Antiguidade mantém a sua resistência e, por isso, muitas antigas construções romanas ainda hoje podem ser observadas, principalmente os seus portos.



Roman Concrete

sexta-feira, 7 de julho de 2017

     Conhece o Cavalo de Uffington?

     O Cavalo de Uffington é um conhecido monumento pré-histórico que é possível visitar na zona rural inglesa, a cerca de meia hora de Oxford e hora e meia de Londres. 
Com cerca de três mil anos, este monumento já era referido em documentos do século XII que atestavam a sua antiguidade. Escavado numa colina e preenchido com giz necessita de ser regularmente limpo de maneira a manter a sua forma. 
     O mês de julho, deste ano, foi escolhido pelo National Trust, a instituição responsável pela sua preservação para fazer esses trabalhos. É a comunidade que vive à volta deste monumento que realiza a limpeza, sendo assim esta feita com recurso a dezenas de voluntários, para muitos dos quais esta é uma atividade já feita à gerações.

The White Horse at Uffington, Oxfordshire